CAMPANHA DE UTILIDADE PÚBLICA TAMBÉM NO MUNDO DIGITAL
Quer ver como as mídias sociais também são ótimas ferramentas para se promover uma campanha e atingir o público que se deseja?

Você acompanhou o primeiro texto sobre campanhas de utilidade pública divulgado aqui? Se ainda não conferiu, vale a pena conhecer as dicas do Renato Cavalher, VP de criação da agência de publicidade OpusMúltipla, sobre como criar uma campanha e a importância dela para promover assuntos relevantes entre sociedade e público. (Veja aqui)

Neste segundo texto sobre o assunto, vamos falar sobre essas campanhas no mundo virtual. Será que o poder e alcance delas também acontecem nas mídias digitais? E mais: o quanto as ferramentas digitais facilitam as possibilidades de interação, motivação e engajamento do público para quem a mensagem é transmitida? Para isso, batemos um papo com Carolina Sartor, diretora de estratégia digital da HouseCricket, agência digital do Grupo OM Comunicação Integrada, em Curitiba. Confira!

 

ENTREVISTA

Você pode comentar sobre as etapas de criação de uma campanha de utilidade pública nos canais digitais?

Carolina Sartor – A criação de uma campanha de utilidade pública para digital segue os mesmos passos da criação de uma campanha de utilidade pública para meios tradicionais. Ela deve ser pensada em conjunto, aproveitando o potencial de cada meio. A diferença estará nos desdobramentos para cada plataforma.

 

Há vantagens ou facilidades em campanhas criadas para as plataformas digitais? O alcance é maior ou mais rápido?

 

Carolina Sartor – No digital, temos grande possibilidade de interação e engajamento. Então, o que for veiculado nessa plataforma deve explorar ao máximo esse potencial. Além disso, é possível aumentar a frequência de exposição da campanha para públicos específicos e trabalhar a personalização da mensagem de acordo com cada um deles.

 

Poderia dar dicas sobre como utilizar os canais digitais em campanhas de utilidade pública?

Carolina Sartor

 

1. Para gerar engajamento – o conteúdo deve estar adequado ao público para o qual ele é direcionado. No digital, podemos conversar com públicos específicos e criar um material direcionado para cada um, aumentando a chance de engajamento com a campanha.

 

2. Estimular o compartilhamento do conteúdo – quando falamos em utilidade pública, as pessoas tendem a se envolver, e é possível instigar isso. Pedir para as pessoas compartilharem as publicações é uma prática que traz bons resultados.

 

3. Incentivar as pessoas a marcarem nos comentários os amigos que podem colaborar com a causa – se a mensagem chega às pessoas por meio de um amigo que a marcou, ela ganha credibilidade e a campanha ganha força.

 

 

Qual o maior desafio de uma campanha de utilidade pública nos canais digitais?

Carolina Sartor – O maior desafio é justamente mobilizar todo o potencial de engajamento comentado acima.

 

Que campanha de utilidade pública criada pelo Grupo OM você considera importante destacar e por quê?

Carolina Sartor – Tivemos uma campanha da OpusMúltipla de conscientização de trânsito para a Prefeitura Municipal de Curitiba. Ela tinha uma personagem, a Vó Gertrudes, e bastante apelo para o digital e as redes sociais. Fizemos ações de envolvimento e tivemos uma grande repercussão. (Veja aqui)

 

Gostou das orientações? Agora é só colocá-las em prática na hora de criar uma campanha. :)