Agentes de campo, missão ativar!
O segundo semestre deste ano começou e os agentes de campo, que apoiam professores e Núcleos de Ação para a Eficiência Energética nas escolas, têm diversos desafios pela frente. Tem agente que está pa

As ações do projeto AES Eletropaulo nas Escolas neste segundo semestre já começaram e têm muito trabalho pela frente. Os agentes de campo já iniciaram as visitas às escolas participantes, para definir a agenda e o cronograma das atividades e para orientar sobre a formação dos núcleos e passar as informações para a realização do Desafio 1.

Para saber como está sendo essa experiência até agora, quais serão os desafios e as expectativas para os próximos meses, conversamos com Marcos Victor Nascimento da Silva, agente de campo que permanece no projeto em 2017. Ele já atuou em 32 escolas até o momento e também nos contou quais ações desenvolvidas pelos alunos e professores o surpreenderam. Confira!

 

- Permanência

Avalio essa continuidade no projeto AES Eletropaulo nas Escolas como algo muito interessante, pois possibilita a nós, agentes de campo, conquistar um contato mais próximo com as escolas, professores e alunos. É uma experiência muito bacana, pois o trabalho desenvolvido e o relacionamento adquirido continuam após as visitas. Afinal, o acompanhamento do que está sendo realizado acontece constantemente, seja por telefone, e-mail etc.

- Diferenciais

A metodologia do projeto é excepcional, bem como as ferramentas – que chegam ao aluno como atividades, o material didático, o material on-line ou a plataforma disponibilizada. Um dos diferenciais, em minha opinião, é a interatividade, a experiência dos alunos em realmente colocar a mão na massa. As atividades propostas, a partir do projeto, proporcionam a eles ir além do problema. Com isso, podem refletir sobre a questão, suas causas e quais as alternativas para solucionar o problema.

Outro aspecto fundamental é o quanto as ações incentivam os alunos a se tornarem influenciadores no meio em que vivem – com os colegas, na escola e na comunidade.

- Ações de destaque

É difícil escolher uma entre tantas ações e atividades tão bacanas desenvolvidas pelas escolas que pude acompanhar. Das mais recentes, faço questão de destacar a Mostra Cultural do final de semestre realizada pela Escola Estadual Jornalista David Nasser. Os alunos e professores criaram cartazes, banners, uma carta de quase quatro metros de comprimento e uma maquete com a realidade de funcionamento das lâmpadas na escola.

Para representá-las, os estudantes utilizaram palitos de picolé: os que tinham as pontas pintadas de branco eram as lâmpadas que funcionavam e as de preto representavam as queimadas. Foi um rico material com conteúdo sobre a importância de economizar energia e como isso pode ser feito.

- Expectativa para o semestre

O segundo semestre de 2017 será o meu terceiro período como agente de campo do Projeto AES Eletropaulo nas Escolas. E a expectativa é a melhor possível, até porque me sinto cada vez mais capacitado para dar o suporte necessário para as escolas. Com o tempo, a gente passa a conhecer muito bem o projeto, o acompanhamento, e as orientações que compartilhamos com os professores ficam muito mais completas; saímos do teórico e conseguimos dar informações mais rápidas, práticas e bem mais próximas do que as escolas realmente precisam para alcançar os objetivos do projeto.

No primeiro semestre que participei, foram oito escolas a entregar todos os desafios. No segundo, já foram 13. Para este semestre, espero que todas elas cumpram as etapas, os desafios e que mais pessoas sejam impactadas com as ações do projeto.

- Sobre Marcos

Natural do Rio de Janeiro, é formado em Educação Musical pelo curso livre do Projeto Tim Música nas Escolas. Estudou no CIEP Graciliano Ramos, um projeto de escolas integrais, onde teve seu primeiro contato com artes em aulas livres de pintura. Na Escola Municipal Soares Pereira participou do seu primeiro projeto social “Tim Música”, que consiste em práticas de educação musical nas escolas. Dentro do projeto Tim, teve a oportunidade de gravar um CD com a Orquestra Brasileira do Rio de Janeiro, especializou-se no instrumento clarineta e sua primeira experiência como educador em oficinas didáticas que o projeto ministrou em outras escolas do Estado do Rio de Janeiro.

Na Escola Estadual Deputado Pedro Fernandes acompanhou os últimos anos do Projeto Tim com a Orquestra Brasileira do Rio de Janeiro e, paralelamente, atuou durante quatro anos como educador no grupo cultural AfroReggae, dentro da comunidade de Vigário Geral. Atualmente, aos 23 anos, Marcos estuda Produção Publicitária e leciona aulas de musicalização no Espaço Cultural Viva a Arte, além de atuar como agente de campo no projeto AES Eletropaulo nas Escolas.

 

Muita expectativa para este semestre, não é mesmo? Boa sorte ao Marcos e a todos os agentes de campo! Este trabalho é muito importante para o sucesso do projeto. ?